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Polícia Federal indicia Carlinhos Cachoeira e mais 81 por crimes

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  • A Polícia Federal terminou nesta quarta-feira (14) o relatório da Operação Monte Carlo, que levou à prisão o empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A PF indiciou 82 pessoas, entre elas o próprio Cachoeira.

     

    Com a apresentação do relatório final ao Ministério Público Federal, as investigações foram encerradas na esfera policial. Cabe agora à Procuradoria apresentar denúncia ou não contra os envolvidos.

     

    O relatório indiciou 82 pessoas, sob diversas acusações como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, evasão de divisas, peculato, contrabando, formação de quadrilha e violação de sigilo profissional, além da contravenção penal de exploração de jogo de azar.

     

    Sete pessoas permanecem presas preventivamente, entre elas Cachoeira, que está no presídio federal de Mossoró (RN).

     

    Em conjunto com o Ministério Público Federal em Goiás, a PF deflagrou a operação no último dia 29 com o objetivo de desarticular uma organização que explorava máquinas de caça-níqueis. Propinas eram pagas a policiais.

     

    As investigações apontaram que Cachoeira tinha contatos com os principais políticos de Goiás, entre os quais o governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Demóstenes Torres (DEM).


    Demóstenes disse que "não há motivos" para se defender porque tinha relação de amizade, sem vínculo com as atividades de Cachoeira. Perillo negou envolvimento: "Temos um governo absolutamente correto, sério. Não há neste governo indício de solicitação de propina, de pedágios ou de desvio".

     

    O envolvimento com políticos não é tratado no relatório atual, pois essas informações têm que ser enviadas aos tribunais competentes para atuar no caso, como o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal.

     

    Fonte: Folha de São Paulo 
       

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